Ministro chinês do Comércio diz que cooperação entre a China e os países de língua portuguesa é resposta à crise internacional

14 November 2010

Macau, China, 14 Nov – O ministro chinês do Comércio, Chen Deming, defendeu hoje o reforço da cooperação com os países de língua portuguesa e as vantagens da complementaridade dos mercados como forma de dar resposta aos desafios da crise internacional.

“Estamos numa época de pós-crise em que ainda existem muitas incertezas na economia mundial e, neste contexto, os países só podem estreitar as relações económicas”, disse hoje Chen Deming durante a cerimónia de assinatura do novo plano de acção para a cooperação para os próximos 3 anos entre a China e os países de língua portuguesa.

Chen Deming defendeu que os resultados da 3ª conferência ministerial do Fórum Macau pretendem “enfrentar os desafios da crise internacional, vão imprimir novos dinamismos na relação entre a China e os países de língua portuguesa e aprofundar o relacionamento”.

“Portugal é membro da União Europeia e o Brasil é a principal economia da América do Sul e a cooperação com estes países é, para a China, a porta de entrada para esses mercados”, acrescentou, realçando que a “ligação da língua e comercial será aproveitada para aprofundar essa complementaridade”.

A criação do Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa será uma oportunidade para o “estabelecimento de cooperações multilaterais”, observou Chen Deming ao defender que “será intensificada a função de Macau como plataforma”.

Chen Deming referiu ainda que, “na área do comércio, o plano de acção abre novas áreas de cooperação, designadamente no que se refere à educação, finanças, transportes, saúde e propõe que, até 2013, o valor do comércio atinja 100 mil milhões de dólares”.

“Estou certo que o Fórum Macau vai reforçar o seu papel e que Macau vai desempenhar um papel ainda mais importante até 2013”, sustentou.

A China e sete países lusófonos membros do Fórum Macau, com excepção de São Tomé e Príncipe – por não ter relações diplomáticas com Pequim – ratificaram hoje o “plano de acção” para intensificar as suas relações económicas e comerciais até 2013. (macauhub)

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