Moçambique precisa de um plano estratégico para escoar carvão

18 November 2010

Maputo, Moçambique, 18 Nov – O presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral disse em Maputo ser necessária a elaboração de um plano estratégico para o desenvolvimento de novas infra-estruturas e plataformas logísticas, tendo em vista o escoamento do carvão.

Em face das limitações das linhas ferroviárias do Sena e de Nacala, a curto e a médio prazos, Casimiro Francisco sugeriu que o plano estratégico deve considerar a abertura de novos portos e vias ferroviárias exclusivos para o transporte e manuseamento de carvão.

Até 2025, as empresas carboníferas, que já investiram 1 400 milhões de dólares na pesquisa e desenvolvimento mineiros, esperam escoar 100 milhões de toneladas de carvão, quantidades acima da capacidade dos actuais canais de transporte.

Para construir a nova plataforma logística, que consistiria numa linha de caminho-de-ferro Moatize-Beira, Moatize-Savane ou Chinde, Moatize-Nacala, entre outras intervenções, seriam necessários cerca de 4 mil milhões de dólares, segundo disse Casimiro Francisco.

O presidente da AMDCM disse ainda que o sector precisa de um novo quadro legislativo e de um regulador para redefinir as regras do jogo, sobretudo no domínio das tarifas de transporte de carga.

Recorde-se que o presidente da brasileira Vale, Rogger Agnelli, queixou-se de que o concessionário da linha do Sena, o consórcio indiano Rites e Ircon, está a propor um tarifário demasiado caro.

Casimiro Francisco disse ainda que a linha de Sena deverá satisfazer as necessidades de transporte, pelo menos, no próximo ano, em que deverão ser escoados 2 milhões de toneladas de carvão. (macauhub)

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