Ministro dos Transportes garante que indústria de vagões em Moçambique é viável

21 February 2011

Maputo, Moçambique, 21 Fev – A região austral de África tem mercado e necessidades que justificam a instalação de uma indústria de vagões em Moçambique, afirmou em Maputo o ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, citado pela imprensa moçambicana.

O ministro falava a propósito da recente assinatura de um acordo para a implantação de uma unidade industrial no país, numa acção conjunta entre Moçambique e Portugal, no âmbito da visita oficial efectuada a Moçambique pelo ministro português dos Transportes e Comunicações.

Não foram avançadas datas para a instalação da referida unidade industrial, mas Paulo Zucula sublinhou que Moçambique tem todo o interesse em que isso aconteça o mais rapidamente possível pois, além da perspectiva de fazer com que o país disponha de vagões para dar vazão às necessidades de escoamento do carvão mineral a ser extraído na província de Tete, há o interesse de responder à procura regional de transporte ferroviário.

Com efeito, enquanto o Botswana descobre novas reservas de carvão mineral, países como os vizinhos Zimbabué, Zâmbia e Malawi aumentam os seus investimentos nos caminhos-de-ferro, quando na verdade apenas a África do Sul é o único país capaz de fornecer vagões para alimentar a previsível procura.

Nos termos do acordo rubricado entre Zucula e António Mendonça, a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário de Portugal (EMEF) têm a responsabilidade de dar os passos seguintes com vista à constituição da empresa.

“Acreditamos que nos próximos 40 a 50 anos não haverá problemas de mercado para vagões, uma vez que só a África do Sul é que os produz, numa altura em que temos informações sobre pedidos que são tantos que eles próprios já não conseguem dar vazão. Portanto, há mercado para tornar essa empresa viável”, disse Zucula, para quem investir em Moçambique é investir na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

Projecções do governo de Moçambique indicam que o país vai necessitar de pelo menos 600 vagões nos próximos cinco anos para prover às necessidades de transporte do carvão mineral a ser produzido a partir de meados deste ano em Tete. (macauhub)

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