Futura fábrica de medicamentos de Moçambique custará 6 milhões de dólares

3 March 2011

Maputo, Moçambique, 4 Mar – A adequação das instalações onde irá funcionar a futura fábrica de medicamentos de Moçambique custará 6 milhões de dólares, 4,5 milhões dos quais serão disponibilizados pela empresa mineira Vale, nos termos do acordo quarta-feira assinado em Maputo.

O documento, assinado pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe) e pelas empresas brasileira Vale e sul-africana Pro-Air, prevê que no espaço de 12 meses esta última empresa remodele e apetreche a fábrica, a fim de a preparar para a produção de medicamentos anti-retrovirais.

Hipólito Hamela, presidente do Igepe, único accionista do projecto, disse que o próximo passo será a certificação internacional dos anti-retrovirais, tendo em conta que não serão comercializados apenas em Moçambique.

A fábrica deverá iniciar a laboração no final de 2012, de acordo com declarações de Hayne Felipe, director da Farmanguinhos, laboratório estatal brasileiro especializado no fabrico e desenvolvimento de medicamentos.

Os equipamentos serão doados pelo Brasil, nos termos de um compromisso assumido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a sua primeira visita a Moçambique, em 2003.

A fábrica produzirá inicialmente 21 medicamentos cujas patentes se encontram no domínio público, nomeadamente anti-retrovirais, e medicamentos destinados ao tratamento da diabetes e hipertensão, entre outras doenças.

Hayne Filipe disse ainda que a fábrica deverá produzir 300 milhões de unidades farmacêuticas de anti-retrovirais e em torno de 150 milhões de unidades de outros medicamentos. (macauhub)

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