Moçambique deve crescer estimulando sectores com mão-de-obra intensiva

6 March 2011

Maputo, Moçambique, 7 Mar – Moçambique deve adoptar uma estratégia de crescimento económico baseada no estímulo à produção e à produtividade em sectores que usam mão-de-obra intensiva, incluindo a agricultura, afirmou em Maputo o representante do FMI em Moçambique.

Citado pelo diário Notícias, de Maputo, Victor Lledó disse que não obstante o bom desempenho que o país tem vindo a registar nas últimas duas décadas, o crescimento tem trazido menos benefícios para os pobres, quando comparado com o que acontece em países bem sucedidos.

Aliás, no caso moçambicano, disse o representante do Fundo Monetário Internacional, a diminuição dos benefícios económicos para os pobres tende a deteriorar-se com o tempo.

Victor Lledó, que falava quarta-feira em Maputo numa palestra subordinada ao tema “Os Desafios e Estratégias de Crescimento Inclusivo em Moçambique”, defendeu que o país pode reduzir a pobreza se acelerar o investimento público em infra-estruturas.

Comentando o posicionamento do representante residente do FMI, o economista Roberto Tibana socorreu-se de dados publicados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais em 2007 a distribuição do rendimento nacional podia ser desagregada em 26,7 por cento para o factor salário e 62,7 por cento para o factor capital.

“Todavia, já em 2008, a remuneração dos empregados baixou para 23,2 por cento do PIB, enquanto a parte que ficou para os donos do capital aumentou para 66,5 por cento. É isto que se está a passar num período em que realmente a economia de Moçambique cresceu”, disse o economista. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH