Grupo chinês vai investir 4 mil milhões de reais no estado da Bahia, Brasil

21 March 2011

Salvador, Brasil, 22 Mar – O grupo chinês Chong Qing Grain Group vai dar início a um projecto agro-industrial orçado em 4 mil milhões de reais ( 2,4 mil milhões de dólares) no estado da Bahia, no Brasil, informou em Salvador o secretário de Agricultura do Estado.

Em declarações ao jornal Valor Económico, o secretário Eduardo Salles disse ter-se reunido na passada sexta-feira em Salvador com o presidente do grupo, Hu Junlie, que lhe anunciou o plano, que prevê a construção de um complexo industrial para o processamento de soja em Barreiras, uma processadora de adubos e um sistema de armazenagem e logística de cereais.

As obras da primeira fase do projecto, que envolve a construção da esmagadora de soja, devem ter início a partir de Maio, uma vez assinado o protocolo de intenções durante a reunião dos BRIC – grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China – que terá lugar em Abril, na China.

“Será um momento importante para a Bahia, indo o governador Jaques Wagner assinar o protocolo em Pequim, o que permitirá que o grupo chinês já tenha acesso ao programa de incentivos fiscais do Estado e também de importações dos equipamentos necessários”, disse Eduardo Salles ao Valor.

A fábrica será construída num terreno de 100 hectares doado pela prefeitura do município e terá capacidade para processar metade da produção de soja do Estado.

Quando estiver a funcionar em pleno a capacidade de esmagamento será de 1,5 milhões de toneladas, para uma colheita de 3,1 milhões de toneladas na Bahia, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e terá ainda capacidade para refinar 300 mil toneladas de óleo e armazenar 400 mil toneladas de soja.

O secretário de agricultura do Estado disse também que a decisão do grupo chinês de instalar um complexo industrial na região começa a mudar a ideia que a China estava interessada apenas em adquirir terras para produção.

“Em todas as visitas que fizemos à China, sempre nos falaram da importância que o governo do país dava para a regularidade no fornecimento. E nossa resposta era para que eles fizessem a indústria e também tivessem uma produção própria para garantir essa autonomia da fábrica”, afirma Salles. (macauhub)

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