Projecto de capitais de Itália e de Moçambique já está a produzir jatrofa em Nacala-a-Velha

31 March 2011

Maputo, Moçambique, 1 Abr – O projecto de produção de metanol da empresa italo-moçambicana Aviam em desenvolvimento no distrito de Nacala-a-Velha, na província de Nampula, já está a produzir jatrofa e a dar emprego a cerca de 500 pessoas, informou o administrador distrital Daniel Chapo.

Citado pelo diario Notícias, de Maputo, Daniel Chapo disse ainda que o projecto, desenvolvido no âmbito da Zona Económica Especial de Nacala, já está a produzir jatrofa, dispondo a empresa de uma área concessionada de 10 mil hectares onde está prevista a instalação de uma fábrica de processamento da jatrofa para a sua transformação em etanol.

Orçado em cerca de 21 milhões de dólares, o projecto já foi certificado pelo Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (Gazeda) e, de acordo com o administrador distrital, “apesar de ser um empreendimento de longo prazo, a produção de jatrofa já está a produzir um impacto positivo em Nacala-a-Velha”.

Chapo disse que ainda no âmbito da Zona Económica Especial de Nacala, a companhia mineira Vale Moçambique já procedeu à desminagem do local onde será construído o terminal do carvão de Moatize, em Nacala-a-Velha, tendo sido igualmente efectuada a desminagem ao longo do traçado por onde deverá passar a linha férrea que ligará Moatize a Nacala-a-Velha.

“O resultado deste trabalho foi extremamente positivo, porque constatou-se que a zona nunca foi minada, o que permitiu que, de imediato, a Austral Coal, uma empresa de consultoria, iniciasse o estudo sócio-económico deste projecto de construção de terminal de carvão em Nacala-a-Velha”, frisou Daniel Chapo.

Segundo aquele responsável, fundamentalmente, o trabalho consistiu no levantamento das infra-estruturas existentes tanto na zona onde vai ser construído o terminal de carvão como ao longo do traçado da ferrovia, que terá uma extensão de cerca de 900 quilómetros, “e o que se pretende é que quando chegar a fase de indemnizações e de outros processos sociais, tudo seja feito sem sobressaltos”.

A brasileira Vale começou a operar em Moatize em 2004, quando ganhou o concurso para fazer estudos de viabilidade no local, a mais de 1 700 quilómetros a norte da capital moçambicana, tendo em 2007 a empresa brasileira recebido autorização de lavra e iniciado as obras de implantação da mina no ano seguinte.

Além da mina de carvão mineral a céu aberto na província de Tete, a Vale já faz estudos preliminares para extrair fosfato e níquel em Moçambique. (macauhub)

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