Estado moçambicano vai a curto prazo alienar participações em 10 empresas

5 April 2011

Maputo, Moçambique, 6 Abr – A preparação do processo de venda de 10 das 35 empresas cujas participações do Estado moçambicano estão disponíveis para alienação a curto prazo encontra-se em fase avançada, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.

Citando uma fonte do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), o jornal acrescentou que a empresa contratada para elaborar os estudos que irão orientar o processo de cedência da quota do Estado nas dez empresas terminou recentemente o seu trabalho.

Após decisão da administração do Igepe, o processo deverá ser submetido ao governo para a aprovação dos termos e condições de alienação, esperando a fonte citada pelo jornal que esta fase seja concluída em breve.

Das empresas disponíveis para alienação a curto prazo destacam-se a Sociedade Gráfica de Moçambique (Cegraf), Companhia Algodoeira de Nampula, Empresa de Construção e Manutenção de Estradas e Pontes (do Norte, Centro e Sul), Empresa de Aluguer de Equipamentos, Fábrica de Roscados de Moçambique, Hotel Inhassoro, Mabor e Riopele Têxteis.

Ao abrigo do Plano Estratégico do Igepe, cujo horizonte de execução é 2014, está previsto que o Estado se desembarace gradualmente de participações em áreas consideradas não-estratégicas, promovendo, desta maneira, a participação do sector privado.

Até 2010, das cerca de 130 empresas participadas pelo Estado apenas 41 por cento é que estavam em pleno funcionamento, 32 por cento operavam de forma deficiente, enquanto as restantes se encontravam praticamente paralisadas, sendo que para este último lote está-se à procura de parceiros para a sua reactivação.

Da carteira de empresas participadas, somente 10 é que trazem dividendos significativos ao Tesouro, destacando-se a Cervejas de Moçambique (CdM), Coca-Cola, Silos e Terminal Graneleiro da Matola (Stema) e a fábrica de fundição de alumínio Mozal. (macauhub)

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