Moçambique poderá a prazo ser um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju

24 April 2011

Nampula, Moçambique, 25 Abr – A produção de castanha de caju em Moçambique poderá ultrapassar 220 mil toneladas até ao final da presente década, o que fará do país um dos dois principais produtores mundiais, de acordo com o plano director do subsector do caju para o período 2011/2020 quarta-feira apresentado em Nampula.

O plano, cuja execução necessita de um investimento de 172 milhões de dólares, mostra que Moçambique goza de vantagens para superar aquela meta de produção de castanha, nomeadamente o facto de possuir vastas terras para novos plantios bem como o envolvimento cada vez maior dos produtores que colocam na terceira posição o caju na linha de prioridades entre muitas culturas por si praticadas.

O parque de cajueiros está estimado em cerca de 40 milhões de árvores e no final da década poderá registar um crescimento de mais de dez milhões com garantias de tratamento através do sistema integrado de maneio da cultura criado pelo Instituto de Fomento do Caju (Incaju).

O referido estudo que será submetido ao Conselho de Ministros para aprovação, recomenda que para se atingir as metas de produção de castanha, o Incaju deve desenvolver programas de investigação para apurar novas variedades e sofisticar os mecanismos de combate as doenças e pragas.

Carvalho Neves, consultor da Ernst and Young, referiu que as tendências mundiais de consumo de castanha de caju que interferem positivamente na subida do custo do produto joga, neste momento, a favor de Moçambique que, devido a sua localização, influencia na redução dos custos de exportação da castanha em bruto ou da amêndoa para os potenciais mercados, nomeadamente a África do Sul, China e Europa. (macauhub)

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