Governo de Moçambique vai apreciar em Junho esboço do estudo de impacto ambiental do transporte de carvão no rio Zambeze

22 May 2011

Maputo, Moçambique, 23 Mai – O governo de Moçambique deverá pronunciar-se dentro de meses sobre a estudo de impacto ambiental do projecto de escoamento através do rio Zambeze do carvão mineral extraído pela empresa australiana Riversdale Mining na província de Tete através do rio Zambeze, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.

O jornal adianta ter tido lugar, na passada sexta-feira em Maputo, a última reunião de consulta pública para a recolha de sugestões ao estudo de impacto ambiental, cujo esboço deverá ser submetido em Junho próximo ao Conselho de Ministros.

A utilização do rio Zambeze no escoamento do carvão decorre das limitações da linha de caminho-de-ferro do Sena, que liga a zona mineira de Tete e o porto da Beira, que não poderá transportar mais do que 6 milhões de toneladas/ano, um volume considerado irrisório, tendo em conta a necessidade de partilha do seu uso com outros operadores mineiros.

Foi em face destas limitações que a Riversdale Moçambique, Ltd, concessionária dos jazigos de Benga, contratou a Environment Resources Management Southern Africa para, em parceria com a empresa moçambicana Impacto Associados, desenvolver estudos de impacto ambiental, cujos resultados não mostram grandes inquietações.

O carvão será transportado num “comboio” de pequenas barbaças sem motor, até oito unidades, empurradas por um barco apropriado, podendo cada uma das barcaças transportar 2 500 toneladas.

Caso seja aprovado, o transporte fluvial vai minimizar os problemas logísticos para o escoamento daquele mineral, enquanto não for construída uma linha de caminho de ferro de Moatize ao Corredor do Norte para o aproveitamento do porto de Nacala. (macauhub)

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