Brasileira Vale terá de usar camiões para exportar carvão mineral de Moatize, em Moçambique

2 June 2011

Maputo, Moçambique, 3 Jun – O primeiro carvão mineral a ser exportado pela brasileira Vale terá de ser transportado em camiões desde Moatize, na província de Tete, até ao porto da Beira, na província de Sofala, a fim de respeitar as datas já anunciadas pelo grupo, de acordo com o jornal moçambicano O País.

A Vale Moçambique, que explora uma mina de carvão em Moatize, anunciou, recentemente, que o primeiro lote de exportação de carvão mineral vai embarcar em Julho próximo, a partir do porto da Beira e, supostamente, ser para ali transportado através da linha de Sena.

O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, anunciou esta semana o adiamento para Setembro da conclusão das obras de reconstrução da linha de caminho-de-ferro do Sena pelo que se o transporte do carvão até ao porto da Beira tiver de ser exclusivamente pela linha férrea não será possível à Vale cumprir o prazo de exportação dos primeiros lotes.

O ministro Paulo Zucula disse que o adiamento da conclusão da reconstrução da linha de Sena para Setembro ficou a dever-se ao facto de estarem a ser efectuadas correcções de alguns erros detectados ao longo da via por onde irão circular comboios e fazer-se o escoamento do carvão de Moatize.

O consórcio indiano Ricon, constituído pelas empresas estatais Rites e Ircon, adquiriu em 2004, por via de um concurso público internacional, 51% das acções do sistema ferroviário do centro de Moçambique, por um período de 25 anos, em que o Estado moçambicano possui 49%, através da estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

A aquisição do direito de gestão da Companhia dos Caminhos-de-Ferro da Beira (CCFB) conferiu ao consórcio indiano o direito de reconstrução da linha férrea de Sena, que liga Moatize, Tete, ao porto da Beira, Sofala, centro de Moçambique, paralisada durante 27 anos, na sequência da destruição provocada pela guerra civil. (macauhub)

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