Projecto de construção de linha de transporte de energia Tete/Maputo, em Moçambique, irá ser lançado até Agosto

8 June 2011

Maputo, Moçambique, 9 Jun – O projecto de construção da linha de transporte de energia eléctrica Tete/Maputo irá ser lançado após a conclusão, ainda este mês, do estudo de viabilidade da denominada “espinha dorsal” energética de Moçambique, informou o diário Notícias, de Maputo.

O jornal cita dados avançados durante a VI Reunião Anual de Consulta entre o Governo e os Parceiros de Cooperação do sector de energia para afirmar que estes últimos reafirmaram a sua predisposição de continuar a apoiar os esforços e prioridades do Executivo no que se refere à expansão e reforço do acesso à energia eléctrica.

“O estudo será entregue até finais deste mês e, entre Julho e Agosto, esperamos lançar o projecto, solicitando a manifestação de interesse de todos aqueles que quiserem participar, para darmos o formato final, passando em seguida à fase de desenvolvimento”, disse o ministro da Energia, Salvador Namburete.

Considerada uma infra-estrutura vital para o desenvolvimento do grande potencial energético dos projectos de Mphanda Nkuwa, Cahora Bassa Norte e das centrais térmicas de Moatize e Benga, a primeira fase deste empreendimento tem um custo estimado entre 1,7 mil milhões e 2 mil milhões de dólares.

O projecto consistirá na construção de um corredor de transporte e transformação de energia ligando o país de norte a sul, particularmente a partir das estações de produção de electricidade, como Cahora Bassa, as projectadas Mphanda Nkuwa e Cahora Bassa Norte, devendo transportar cerca de 3 mil megawatts.

Actualmente, Moçambique está numa situação em que as linhas que transportam energia da barragem hidroeléctrica de Cahora Bassa, localizada no Songo, em Tete, para a África do Sul e para Pindura, no Zimbabue, já não podem comportar mais carga, pelo que uma quantidade adicional a ser produzida terá de ser escoada através da linha Tete-Maputo.

“Depois de fecharmos o pacote financeiro vamos definir o cronograma do projecto que deve estar concluído em três anos e meio. Existem já promessas de financiamento do Banco Mundial, da Noruega, França, Banco Europeu de Desenvolvimento, Banco Africano de Desenvolvimento, Electrobrás e da portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN)”, disse o ministro da Energia. (macauhub)

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