Investimento directo português no Brasil caiu 20,4% de Janeiro a Abril

27 June 2011

Brasília, Brasil, 28 Jun – O investimento directo português no Brasil caiu 20,4% de Janeiro a Abril em termos homólogos para 152 milhões de dólares, de acordo com dados do Banco Central do Brasil segunda-feira divulgados em Brasília.

A quebra, num contexto de aumento do investimento estrangeiro no Brasil, fez com que Portugal perdesse dimensão tendo passado do 11º investidor estrangeiro no Brasil há um ano para a 15ª posição na lista este ano.

No período de Janeiro a Abril os Países Baixos assumiram a posição cimeira na lista dos maiores investidores estrangeiros no Brasil com um montante de 8,1 mil milhões de dólares ou 35% do total, surgindo a Espanha em segundo lugar com 4,7 mil milhões de dólares e uma participação de 20% e em terceiro os Estados Unidos da América com 3,13 mil milhões de dólares e uma participação de 13,4%.

Apesar da queda, Portugal ultrapassou outros investidores que há um ano tinham uma posição mais forte no Brasil, como acontecia com a China (que até Abril passado tinha investido 129 milhões de dólares) ou a Dinamarca mas foi também ultrapassados por outros países, como a Coreia do Sul, Suíça, Alemanha e Canadá, por exemplo.

No final de 2010 as empresas portuguesas tinham investido no Brasil 1,19 mil milhões de dólares, o que fazia de Portugal o 10º maior investidor estrangeiro.

Entretanto, Portugal foi um dos dois únicos países da União Europeia que desinvestiram nos mercados extra-comunitários em 2010, mantendo a tendência negativa de 2009, de acordo com dados segunda-feira divulgados pelo Eurostat, o organismo estatístico da União.

Em 2010 o investimento português fora da UE – onde se incluem os maiores mercados emergentes, como a China ou o Brasil – recuou 700 milhões de euros, uma quebra igual à de 2009 e a maior em termos absolutos entre os 27 países da União, que se explica pela venda de participações no Brasil.

A Portugal Telecom vendeu 50% da Vivo à espanhola Telefonica e a compra de uma participação na Oi não compensou totalmente o desinvestimento e a Brisa, operadora de auto-estradas, alienou a sua participação na Companhia de Concessões Rodoviárias CCR. (macauhub)

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