Moçambique poderá a prazo ser o segundo parceiro comercial da China em África

28 June 2011

Macau, China, 29 Jun – Moçambique deverá tornar-se no segundo parceiro económico da China em África nos próximos cinco ou dez anos com o desenvolvimento da cooperação em sectores como a energia, disse à agência noticiosa portuguesa Lusa o secretário-geral adjunto do Fórum Macau.

“O volume de negócios com Angola e o potencial que existe em Moçambique em termos da sua relação futura próxima com a China fazem com que esses dois países sejam as locomotivas da relação China-Países Africanos de Língua Portuguesa” observou Manuel Amante da Rosa, à margem de uma palestra sobre as relações China-África no escritório de advogados de Macau CandC.

Para o também embaixador de carreira cabo-verdiano, Moçambique poderá “facilmente” tornar-se no segundo grande parceiro da China em África, depois de Angola, dentro de “cinco ou dez anos, dependendo da forma como a exportação de carvão e gás se vier a fazer”.

Amante da Rosa referiu também o facto de o “canal de Moçambique ser estratégico para as relações da China com África” e de aquele país africano “vir a ter a maior capacidade hidro-energética da África Austral” como outros motores do incremento da cooperação bilateral.

Para o diplomata, “dentro de dois ou três anos a cooperação atingirá níveis muito substanciais, assim que (Moçambique) começar a exportar (para a China) carvão em grande escala e quando se começarem a fazer as obras de infra-estruturação”.

Amante da Rosa considerou que o investimento da China em África “continuará a ser maciço e estará voltado para o sector extractivo, dos hidrocarbonetos”, mas observa que se “começam a delinear, principalmente na África Austral, alguns projectos na área agro-pecuária, nomeadamente em Moçambique, que tem potencialidades grandes nesse sector”.

Ao sublinhar que a China “tem a necessidade absoluta de importar matérias-primas”, Manuel Amante da Rosa salientou que o local mais viável para responder a essa procura é “África e depois o continente sul-americano”, sendo que aqui o Brasil continuará a ser o “maior parceiro” da China. (macauhub)

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