Introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena, em Moçambique, custaria 200 milhões de dólares

5 July 2011

Maputo, Moçambique, 6 Jul – A introdução de melhorias na linha de caminho-de-ferro do Sena custaria mais de 200 milhões de dólares em obras que demorariam pelo menos 18 meses, disse terça-feira em Maputo o presidente da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Os grupos mineiros brasileiro Vale e australiano Riversdale Mining investiram já centenas de milhões de dólares em projectos de exploração de carvão mineral na província de Tete e pretendem utilizar a linha do Sena para escoar a produção rumo ao porto da Beira.

“Essas obras terão um custo de 200 milhões de dólares e estamos a conversar com as empresas carboníferas, nomeadamente a Vale e a Riversdale, que irão ser os principais utilizadores da linha”, disse Adelino Mesquita, que acrescentou que as duas empresas estão dispostas a suportar parte dos custos.

As obras de reconstrução da linha de caminho-de-ferro do Sena deviam ter ficado concluídas em Março passado, 16 meses mais tarde do que o inicialmente previsto, e no final ficarão com uma capacidade de transporte de 6 milhões de toneladas/ano, claramente insuficiente para as quantidades de carvão que apenas aquelas duas empresas pretendem extrair e exportar.

A Vale pretende extrair 1,5 milhões de toneladas este ano e 6,3 milhões de toneladas em 2012 e a Riversdale Mining, agora controlada a 100% pelo grupo Rio Tinto, planeou uma extracção inicial de 2 milhões de toneladas. (macauhub)

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