Angola oferece clima propício ao investimento

20 July 2011

Luanda, Angola, 21 Jul – A economia angolana está a dar “sinais claros de recuperação” e oferece um “clima propício ao investimento”, garantiu quarta-feira em Luanda o vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, citado pela agência de notícias de Angola, Angop.

“Apesar de algum abrandamento registado devido à crise financeira internacional, a economia angolana tem dado sinais claros de recuperação e oferece um clima propício para o investimento”, referiu o vice-presidente, que discursava em representação do chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, na cerimónia de abertura do encontro de empresários para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, que decorre até hoje, quinta-feira em Luanda.

O dirigente angolano sublinhou a situação de estabilidade no país desde 2002, com o fim do prolongado conflito armado, que permitiu iniciar um amplo “programa de reconstrução e crescimento” e privilegiou a diversificação da economia.

Numa referência às medidas adoptadas pelo executivo, Fernando da Piedade sublinhou a nova lei do investimento, recentemente aprovada e que garante “uma melhor protecção ao investimento privado” e manifestou o empenho das autoridades em incentivar “novas parcerias” para promover a transferência de tecnologia, de conhecimento e de capital para “estimular a competitividade, bem como a criação de emprego e de riqueza”.

Para o vice-presidente, a realização do encontro empresarial testemunha a importância que os governos atribuem à necessidade de prosseguir e consolidar a cooperação, estabelecer parcerias e promover as relações comerciais no quadro do reforço da amizade e solidariedade entre os povos chinês e os de língua portuguesa.

O “importante papel” que Macau tem desempenhado na aproximação e estreitamento dos laços económicos e culturais entre a China e os países de língua portuguesa, definido como “uma porta de acesso às várias regiões económicas do globo” foi ainda ressalvado pelo dirigente angolano.

Neste âmbito, Fernando da Piedade afirmou que a multiplicidade de níveis de desenvolvimento tecnológico constitui igualmente um “factor de complementaridade entre os diferentes países” e manifestou a convicção de que o potencial técnico, financeiro e tecnológico das empresas chinesas poderá apoiar o crescimento do sector industrial dos países da CPLP, que se encontram em “fase de transformação e de inovação tecnológica”. (macauhub)

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