Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique defende mais investimento chinês

1 August 2011

Maputo, Moçambique, 2 Ago – O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique Rogério Manuel defendeu que os empresários chineses que invistam em Moçambique podem beneficiar de facilidades para entrarem nos mercados da África Austral, da União Europeia e dos Estados Unidos da América.

“O governo incentiva o investimento directo nacional e estrangeiro através da concessão de incentivos fiscais e aduaneiros, complementados com um ambiente favorável ao desenvolvimento de negócios”, disse Rogério Manuel à agência macauhub.

O presidente da CTA disse que os empresários chineses podem investir em sectores como a agricultura, florestas, indústria têxtil e de confecções e tecnologia.

Rogério Manuel referiu ainda ser necessário Moçambique e a China aumentarem as relações comerciais e recordou que os investidores chineses ao investirem em Moçambique podem beneficiar de facilidades para entrarem no mercado da África Austral, Europa e América.

O presidente da CTA lembrou que os investimentos chineses em Moçambique podem ter acesso ao mercado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral com a criação da área d livre comércio.

“A título de exemplo, com a criação da área de livre comércio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral produtos com 30 por cento de valor agregado em Moçambique tem acesso irrestrito ao mercado sul-africano, com mais de 40 milhões de pessoas com grande poder de compra e ainda aos outros doze países integrantes do bloco”, disse o dirigente da CTA.

Segundo Rogério Manuel, os homens de negócios da China, ao investirem em Moçambique,também poderão  beneficiar  do African Growth and Opportunity Act (AGOA), o qual oferece acesso preferencial ao mercado norte-americano para certas categorias seleccionadas de produtos provenientes de determinados países da Africa subsahariana.

Rogério Manuel disse ainda à agência macauhub que as mesmas facilidades são aplicadas ao mercado consumidor europeu, com o qual Moçambique também possui acesso preferencial por via dos Acordos de Parceria Económica com a União Europeia (EPA´s).(macauhub)

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