China deverá diversificar ajuda financeira a Moçambique

9 August 2011

Pequim, China, 10 Ago – A China deverá alargar as formas de financiar Moçambique nos seus programas de desenvolvimento e de combate à pobreza, com a inclusão do país na lista dos beneficiários dos fundos do Banco de Desenvolvimento da China (CDB), informou a agência noticiosa moçambicana AIM.

“A nova fase implica a obtenção de créditos comerciais da China, na base de ganhos mútuos, porque até aqui muitos projectos em curso em Moçambique resultaram de créditos bonificados”, informou ainda a agência, citando uma fonte diplomática moçambicana em Pequim.

A fonte comentava os resultados da reunião da IV Sessão da Comissão Mista Moçambique e China, que antecedeu a visita de Estado de seis dias que o Presidente Armando Guebuza efectua desde terça-feira à China.

A Comissão Mista em questão tinha em vista, entre outras questões, preparar tais acordos que só por si significam um verdadeiro recorde no que respeita ao número de instrumentos assinados numa única visita oficial em ambos os países.

Até aqui, os créditos bonificados são cedidos, a nível governamental, através do Banco de Exportação e Importação da China, o EximBank, como é o caso do novo Aeroporto Internacional de Maputo, cujas obras ainda estão em curso.

O CDB é um dos principais bancos chineses em questões de crédito comercial tendo cerca de 700 mil milhões de dólares aplicados fora da China, de acordo com dados avançados à imprensa moçambicana, em Pequim.

O actual objectivo de Moçambique é conseguir parte desse dinheiro para alimentar os seus projectos de desenvolvimento e de combate à pobreza.

A vice-ministra para a Planificação e Desenvolvimento, Amélia Nakhare, confirmou que o assunto do CDB foi tratado a nível da Comissão Mista Moçambique e China e adiantou que a entrada do CDB vai, certamente, trazer uma nova perspectiva na abordagem do sector privado e na canalização de financiamentos para o investimento público.

A vice–ministra não divulgou os montantes pretendidos por Moçambique para o próximo triénio, via CDB, mas frisou que “há um espaço aberto para que efectivamente os investimentos ocorram”.

Moçambique e China poderão ainda rubricar um acordo na área aduaneira e fiscal, com o objectivo de se avançar para uma livre circulação de bens e serviços entre os dois países. (macauhub)

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