China e Angola deverão cooperar na indústria petroquímica e na agricultura

10 August 2011

Macau, China, 11 Ago – A indústria petroquímica e a agricultura são as prioridades de Angola na cooperação com a China, disse quarta-feira em Macau o secretário angolano para os Assuntos Económicos, que salientou a importância de Macau enquanto “plataforma de acesso à China”.

“O petróleo constitui um dos recursos dominantes em Angola e nós exportamos este recurso para a China”, disse Armando Manuel, ao sustentar que o objectivo “é poder desenvolver sinergias (…) e explorar as iniciativas na China que possam agregar valor a Angola neste domínio”.

O responsável, que falava à margem da cerimónia de encerramento do curso de formação para funcionários angolanos sobre zonas de desenvolvimento, destacou o sector da agricultura como segunda prioridade de cooperação.

“Angola é um país com uma bastante extensão de terras aráveis e recursos hídricos (…) e nós temos já um programa ambicioso de implantação de grandes centros de produção agrícola, programa este que está a ser desencadeado com o apoio do Banco de Desenvolvimento da China e que, certamente, será alargado”, observou.

Armando Manuel referiu ainda o papel fundamental da língua portuguesa no fortalecimento das relações comerciais e financeiras entre Angola e a China.

“Estas acções de domínio financeiro e comercial serão sustentáveis quando a comunicação for fluida e certamente Macau desfruta de uma vantagem significativa neste domínio, em poder ser um instrumento catalisador deste processo”, acrescentou.

O “programa operacional de acções” a realizar pelos dois países deverá ser desenhado na reunião da Comissão Bilateral (entre a China e Angola), a realizar “em breve” [possivelmente até ao fim do ano], adiantou o responsável do governo angolano.

É também no âmbito dessa reunião que se espera que sejam “identificadas as actividades concretas que Macau irá desempenhar”, comentou.

A delegação de 22 angolanos, composta por 11 vice-ministros e 11 directores de empresas, esteve três dias em Macau, já no final do “curso de formação para funcionários angolanos de alto nível sobre zonas de desenvolvimento”, iniciado a 29 de Julho e que passou pelas cidades de Pequim e Shenzehen.

O curso foi organizado pela Academia Internacional para as Autoridades Comerciais do Ministério do Comércio da China e teve como objectivo “um intercâmbio de conhecimentos de administração e (…) experiências de gestão das zonas económicas e tecnológicas da China, em Pequim e Shenzhen”. (macauhub)

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