Angola continua a atrair investimento estrangeiro e privado

22 September 2011

Luanda, Angola, 23 Set – Angola é um dos quatro países africanos que conseguiram, após a crise financeira mundial, atrair investimentos estrangeiros e privados num montante superior a 3 mil milhões de dólares, afirmou quinta-feira em Luanda o coordenador da agência ANIP.

De acordo com Aguinaldo Jaime, coordenador da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), que citou o mais recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), os outros três países foram a Líbia, a Nigéria e o Egipto.

Ao abordar o “Papel e a importância do Investimento Estrangeiro no processo de industrialização do país”, enquadrado nas jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos, disse que, nos últimos anos, a indústria transformadora em Angola, sobretudo no investimento não-mineral, mereceu um lugar de destaque nas preferências dos investidores privados.

Em 2007, o sector da indústria transformadora representou 55,24% do total do investimento privado, fora do sector mineiro. Em 2008, a percentagem foi de 55,7%, representando 676 milhões de dólares de recursos aplicados e no ano seguinte baixou para 45,54%, mas registou-se uma subida em termos de valores, com os recursos a atingirem 843 milhões de dólares.

No ano passado, a percentagem caiu ainda mais, para 32,15%, mas, apesar disso, a aposta dos investidores continuou a ser a indústria transformadora que, em função das políticas indutoras do investimento privado delineadas pelo governo, sobretudo no sector não mineiro, “vai tendo uma expressão muito relevante no conjunto do processo de investimento privado”.

Segundo adiantou, o investimento em Luanda ainda tem “um peso esmagador” comparado com as restantes províncias, tendo no ano passado, o investimento em Luanda, em termos de valores, representado 67,29% do total, percentagem semelhante à do primeiro trimestre deste ano.

A província de Benguela acolheu apenas investimentos na ordem dos 7,13% e este ano os dados apontam para 6,49%, enquanto a província do Cuanza Sul ficou com 6,56%, o Uíge com 4,73% e o Bengo com 2,59%. (macauhub

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