Governo de Angola pretende que sector privado participe no povoamento e repovoamento florestal

28 September 2011

Luanda, Angola, 29 Set – O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Pedro Canga, solicitou quarta-feira, em Luanda a participação do sector privado no processo de povoamento e repovoamento florestal, em curso desde 1993 em todo o país.

O ministro, que discursava na abertura das “Jornadas Técnico-científicas Sobre Florestas e Segurança Alimentar em Angola” referiu que, além de ser uma grande oportunidade de negócio, representa ainda uma contribuição na tarefa de proteger a floresta natural do país e diminuir a pressão sobre a mesma.

Neste contexto, informou que a estratégia nacional de povoamento e repovoamento identifica o papel do Estado, do sector privado e das comunidades no processo, estando já prontos os principais instrumentos de acção (a Política Nacional e a Legislação sobre Florestas, Fauna Selvagem e Áreas de Conservação).

“O sector privado é incentivado a instalar plantações florestais capazes de fornecer matéria-prima para a indústria, mormente para a construção civil, produção de pasta de papel, energia e vedação de propriedades agro-pecuária”, disse Pedro Canga, citado pela agência noticiosa angolana Angop.

Salientou, na ocasião, que o potencial florestal do país compreende uma superfície de quase 53 milhões de hectares, correspondendo a 43,3% do território nacional, incluindo as plantações, com ecossistemas ricos, habitat da biodiversidade e com um potencial em reserva para a exploração na ordem dos 40 milhões de metros cúbicos.

De acordo com Pedro Canga, estima-se que mais de 15% da população rural se dedica à produção, ao transporte à comercialização de lenha, ao fabrico de carvão e à caça e que no caso particular de Luanda, mais de 50 mil pessoas estejam directa ou indirectamente ligadas à comercialização de combustíveis lenhosos. (macauhub)

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