Inventariação geológica em Moçambique custou mais de 33 milhões de dólares entre 2003 e 2007

17 October 2011

Maputo, Moçambique, 18 Out – O governo de Moçambique aplicou mais de 33 milhões de dólares entre 2003 e 2007 na prospecção, levantamento geológico e inventariação dos recursos minerais existentes no país, afirmou o director nacional de Geologia, Félix Daudi.

Em declarações ao diário Notícias, de Maputo, aquele responsável adiantou que aquele projecto foi financiado pelo Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Fundo Nórdico para o Desenvolvimento, pela África do Sul e ainda com recursos do Orçamento de Estado de Moçambique.

O objectivo era prosseguir com o trabalho de prospecção iniciado no tempo colonial e que foi interrompido logo após a independência nacional e os resultados das prospecções permitiram demonstrar que Moçambique possui recursos minerais em abundância que ainda não foram explorados ou mesmo descobertos.

Moçambique dispõe de vastas reservas de carvão mineral, com particular destaque para as localizadas nas províncias de Tete e Niassa, sendo que as reservas consideradas como provadas superam actualmente 6 mil milhões de toneladas.

Para além da área de Moatize, existem diversas outras áreas em que decorrem trabalhos de pesquisa ou de avaliação de reservas.

“É verdade que existe carvão. Mas também existe ferro ainda não explorado, bem como diatomites, argila, gás e petróleo que necessitam de um trabalho mais aprofundado. O que foi descoberto até aqui não é absolutamente nada comparativamente ao que são as potencialidades do país, pelo que acho fundamental aprofundar o conhecimento geológico do país”, afirmou ainda o director nacional de Geologia. (macauhub)

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