Empresas chinesas investem menos no Brasil de Janeiro a Setembro

6 November 2011

São Paulo, Brasil, 7 Nov – As empresas chinesas investiram no Brasil 333 milhões de dólares de Janeiro a Setembro, montante 25% inferior aos 444 milhões de dólares registados em 2010, de acordo com dados do Banco Central do Brasil citados pela imprensa brasileira.

De Janeiro a Setembro o Brasil recebeu investimento directo estrangeiro no valor de 50,5 mil milhões de dólares, um aumento de 124% relativamente aos 22 557 milhões de dólares registados em 2010.

Entre os motivos apontados por alguns analistas para a diminuição do montante investido pela China este ano estão as medidas proteccionistas que têm vindo a ser adoptadas pelo governo brasileiro – como as tarifas sobre a importação de calçado chinês, para proteger os fabricantes locais – e o agravamento da crise europeia, que faz com que os investidores reapreciem os seus planos de desenvolvimento.

“Houve realmente diminuição (dos investimentos). O Brasil tem a sensação de que alguns sectores estão sendo invadidos pelos chineses e impõe barreiras [a alta do IPI para automóveis estrangeiros foi a medida mais recente]. Perante isso, nenhum investidor se sente seguro e confiante em trazer tanto dinheiro para um terreno hostil. Por isso, em alguns casos, acaba revendo onde e no que vai investir. Mas posso dizer que a China continua a encarar o Brasil como uma grande oportunidade”, disse Tang Wei, director-geral da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico (CBCDE).

Em 2011, as empresas chinesas investiram no Brasil nos sectores de máquinas, automóveis, petróleo e, em menor intensidade, de mineração, de acordo com Tang Wei, da Câmara Brasil-China.

Mas Tang Wei acentuou que a atenção dos chineses também está direccionada para o sector de serviços, sendo que quatro dos principais bancos chineses estão em fase de estudo ou de implantação dos projectos no Brasil ou à espera das autorizações legais para iniciar a actividade.

Apesar de a entrada de investimentos ter diminuído em relação ao ano passado, o director-geral da Câmara Brasil-China disse que a China não deverá fechar 2011 com volume de investimentos menor do que o verificado em 2010. (macauhub)

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