Crise na Europa vai contagiar actividade da banca comercial em Cabo Verde

8 November 2011

Praia, Cabo Verde, 9 Nov – A crise na Europa vai “contagiar” a actividade da banca comercial em Cabo Verde uma vez que irá afectar os empréstimos e as linhas de crédito que têm sido concedidas ao arquipélago, afirmou terça-feira na Praia o presidente do Banco Comercial do Atlântico (BCA).

Joaquim de Sousa, presidente do BCA, instituição ligada ao grupo financeiro estatal português Caixa Geral de Depósitos (CGD), salientou que a economia cabo-verdiana pode sofrer “contágios” dada a sua relação com algumas congéneres europeias em crise, “pelo que se sujeita à influência” do que está a acontecer fora do país.

Joaquim de Sousa falava no final de um encontro do primeiro-ministro cabo-verdiano com administradores dos bancos comerciais que operam em Cabo Verde, no quadro da auscultação que José Maria Neves está a fazer com os parceiros económicos, sociais e religiosos tendo em vista a reunião do Conselho de Concertação Social (CCS), marcada para dia 15 deste mês.

Por seu turno, o Banco de Cabo Verde (BCV) recomendou terça-feira, através do seu relatório de política monetária, moderação no recurso ao endividamento interno, no sentido de estabilizar as reservas sem penalizar o financiamento ao sector privado.

O governador do BCV, Carlos Burgo, salientou que, em relação à dívida pública, Cabo Verde é um país de “risco baixo”, mas afirmou, por outro lado, que o país aproxima-se do nível de risco moderado, o que na sua perspectiva faz com que a política de endividamento e o investimento tenham em conta o risco acrescido.

As projecções do Banco de Cabo Verde (BCV) apontam para uma abrandamento do ritmo de crescimento da economia no último trimestre de 2011 e em 2012, acompanhando em certa medida a evolução da procura externa líquida. (macauhub)

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