Consumo de gás natural em Moçambique tem vindo a aumentar

16 November 2011

Maputo, Moçambique, 17 Nov – O consumo de gás natural em Moçambique está a crescer de forma significativa com a sua utilização como substituto de combustíveis líquidos importados, afirmou quarta-feira em Maputo a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.

Dirigindo-se aos deputados da Assembleia da República, o parlamento moçambicano, a ministra disse que essa substituição ocorre em indústrias como a Mozal, a Cimentos de Moçambique, a Fasol ou a Coca-Cola, em viaturas e no fornecimento de energia eléctrica aos distritos de Vilanculos, Inhassoro, Nova Mambone e nas ilhas do arquipélago do Bazaruto, na província de Inhambane.

Esperança Bias recordou que em 2000 o governo assinou com o consórcio constituído pelo grupo sul-africano Sasol e pela estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos um contrato que viabilizou a produção industrial de gás natural, passando-se de uma produção anual de menos de 1 milhão de gigajoules para 120 milhões de gigajoules, actualmente.

As obras de expansão neste empreendimento, onde foram investidos até à data cerca de mil milhões de dólares, iniciaram-se em 2004 e foram concluídos este ano tendo a capacidade de produção aumentado para 183 milhões de gigajoules por ano.

Moçambique detém participações de 25% nos campos de gás natural e nas infra-estruturas de transporte (gasoduto).

Além dos benefícios resultantes do pagamento de impostos no âmbito da legislação em vigor e de uma determinada quantidade de gás natural que é comercializada no mercado interno, Moçambique tem vindo a receber dividendos resultantes da sua participação no empreendimento, tendo o montante de 2010 ascendido a 5 milhões de dólares. (macauhub)

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