Venda da participação do Estado português em Cahora Bassa, Moçambique, deve ficar hoje decidida

28 November 2011

Lisboa, Portugal, 29 Nov – A venda da participação de 15% do Estado português na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) deverá ficar resolvida na cimeira Portugal-Moçambique em encontros realizados em Lisboa, por representantes dos dois países, de acordo com a imprensa portuguesa.

Em entrevista concedida a um jornal português, o Presidente de Moçambique disse ter sido assegurado pelo actual primeiro-ministro português, Passos Coelho, quando se avistaram em Nova Iorque, em Setembro último, que se chegaria a um desfecho final sobre quem deverá ficar com os restantes 15% do capital social da Hidroeléctrica de Cahora Bassa que ainda estão na posse do Estado português, depois de 85% do capital ter passado para Moçambique.

A imprensa portuguesa informou, embora sem confirmação oficial, que os 15% serão repartidos por duas empresas, sendo metade para a REN – Redes Energéticas Nacionais, de Portugal e a outra metade para a Companhia Eléctrica do Zambeze (Ceza), que é a empresa do Estado moçambicano que faz a gestão e exploração da HCB, no Songo, em Tete.

Caso esta divisão se concretize, a REN iria ser uma das parceiras do Estado moçambicano na construção da linha de transporte de energia eléctrica que ligará Tete e Maputo, cujo lançamento oficial se fez semana passada na capital moçambicana.

Nos encontros que o Presidente Armando Guebuza manteve segunda-feira em Lisboa com personalidades portuguesas com investimentos em Moçambique o destaque vai para o presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.

A lista de carteira de empresas portuguesas que apesar da crise asseguram que continuarão a investir em Moçambique é longa, destacando-se a Portucel, que irá construir uma fábrica de pasta e de papel no valor de 1,7 milhão de dólares, a Galp, que prometeu investir mil milhões de euros, a Visabeira, que informou ir investir mais 1,46 milhões de euros na indústria de hotelaria em Gorongosa, o grupo hoteleiro Pestana, que investirá 47,5 milhões de euros a somar aos milhões que já aplicou nos últimos 16 anos, para além da TAP Air Portugal que prometeu reforçar os seus voos para Moçambique e vice-versa. (macauhub)

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