Número de camponeses que cultivam pinhão-bravo na província de Sofala, em Moçambique, está a aumentar

29 January 2012

Maputo, Moçambique, 30 Jan – O número de camponeses moçambicanos que decidiu cultivar pinhão-bravo (jatropha mollissima) no distrito do Búzi, província de Sofala, registou um grande crescimento ao ter subido nos últimos três anos de 10 para cerca de 300, disse um técnico agrário da empresa GalpBuzi.

Em declarações ao matutino Notícias, de Maputo, João Gomes disse que aquele número corresponde apenas aos camponeses membros da associação de produtores de pinhão-bravo do Búzi, havendo outros produtores que não preenchem todos os requisitos para aderirem à associação, um dos quais é a exploração de um mínimo de meio hectare daquela planta oleaginosa.

O crescimento do número de produtores resulta do facto de a GalpBúzi, empresa fomentadora da pinhão-bravo naquele distrito, garantir a compra da respectiva semente usada para o fabrico de biocombustíveis.

A empresa paga dez meticais por cada quilograma de semente da pinhão-bravo, valor que, de acordo com João Gomes, compensa o esforço empreendido pelos camponeses, pois o pinhão-bravo é uma planta que exige poucos cuidados, além de garantir mais de uma colheita por ano depois de atingir a idade de produção. (macauhub)

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