Governo de Moçambique rejeitou transporte de carvão pelo rio Zambeze

1 March 2012

O governo de Moçambique rejeitou a proposta apresentado no ano passado pela empresa australiana Riversdale Mining, posteriormente apoiada pelo grupo Rio Tinto, para o transporte de carvão pelo rio Zambeze, afirmou quinta-feira o ministro dos Transportes, Paulo Zucula.

Contactado pelo telefone pela agência financeira Reuters, o ministro precisou que o impacto ambiental da proposta é muito negativo e, não havendo soluções para mitigar esse efeito, não é possível utilizar o transporte fluvial para transportar até à costa o carvão mineral extraído na província de Tete.

A Riversdale Mining propôs transportar numa fase inicial 2 milhões de toneladas de carvão por ano em barcaças que seguiriam o rio Zambeze até ao porto da Beira, a ser progressivamente aumentada até 12 milhões de toneladas.

“De quatro em quatro anos temos problemas com o rio Zambeze que sai das margens e mata pessoas e se vamos dragar o rio e alargar as margens vamos ter mais problemas”, disse ainda o ministro.

A actual capacidade ferroviária para transportar carvão de Tete até ao porto da Beira pela linha do Sena está limitada a 6 milhões de toneladas/ano mas o ministro garantiu que as empresas mineiras não irão encontrar grandes problemas para escoar minério, atendendo a que o governo tem planos para reforçar tanto a linha do Sena como outras linhas de caminho-de-ferro e instalações portuárias.

“O único problema é de calendário uma vez que o governo está à procura de financiamento para executar os planos existentes”, disse Paulo Zucula, que garantiu que no final do ano a linha do Sena terá uma capacidade de 10 milhões de toneladas/ano e que em 2013 o porto de Nacala começará a ser reparado e duas linhas de caminho-de-ferro a serem construídas. (macauhub)

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