Infra-estruturas de transportes são o calcanhar de Aquiles da exploração mineira em Moçambique

3 May 2012

O potencial de produção de carvão da bacia de Moatize, estimado em 100 milhões de toneladas por ano, dificilmente será alcançado devido à exiguidade das infra-estruturas de transporte e escoamento, afirmaram operadores mineiros citados pelo matutino Notícias, de Maputo.

Um documento de trabalho apresentado no âmbito da visita que o Presidente da República está a efectuar à província de Tete indica como o calcanhar de Aquiles para o alcance daqueles níveis de produção o facto de a linha de caminho-de-ferro do Sena, que liga Tete ao porto da Beira, na província de Sofala, dispor actualmente de uma capacidade de escoamento anual de apenas 2 milhões de toneladas.

Embora decorram actualmente trabalhos que irão fazer com que a capacidade da linha aumente para 6 milhões de toneladas/ano, o objectivo mínimo das empresas mineiras é dispor de infra-estruturas de transporte para escoar pelo menos 20 milhões de toneladas/ano.

No documento, os operadores aguardam a entrada em funcionamento da linha de caminho-de-ferro de Nacala, o que deverá acontecer até 2015, para que possam vir a dispor de uma capacidade de escoamento de 30 milhões de toneladas/ano.

No âmbito da sua visita à província de Tete, Armando Guebuza procedeu à abertura oficial da mina de Benga, no distrito de Cahora Bassa e visitou a empresa Vale, uma unidade de produção que prevê exportar este ano 4,1 milhões de toneladas de carvão metalúrgico, que deverá aumentar em 2013 para 11 milhões de toneladas anuais. (macauhub)

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