Moçambique e Malawi vão estudar a navegabilidade do rio Zambeze

13 May 2012

Técnicos de Moçambique e do Malawi vão efectuar estudos de viabilidade e de impacto ambiental para determinar se o rio Zambeze é ou não navegável, acordaram sábado em Maputo os presidentes dos dois países vizinhos, informou o matutino Notícias, de Maputo.

A navegação no rio Zambeze chegou a gerar mal-entendidos entre os dois países, na sequência da tentativa de o Malawi testar unilateralmente a sua navegabilidade a partir do porto de Nsage, no Malawi, até ao distrito de Chinde, na Zambézia, alegadamente para reduzir os custos das importações através dos portos moçambicanos de Nacala e Beira.

Recentemente empresas mineiras a operarem em Moçambique, concretamente a anglo-australiana Rio Tinto, apresentaram ao governo um relatório de avaliação do impacto ambiental e social da navegabilidade do rio Zambeze, documento que foi rejeitado pelo governo pelo facto de o mesmo ser inconclusivo e não responder a questões importantes, nomeadamente como limitar os efeitos nocivos decorrentes do transporte fluvial de carvão.

No sábado, os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique e do Malawi, Oldemiro Balói e Ephaim Chiume, respectivamente, disseram ter ficado igualmente assente que os dois países passarão, doravante, a fazer uma abordagem conjunta sobre os aspectos relacionados com a navegabilidade do Zambeze.

Garantiram também que o Banco Africano de Desenvolvimento já manifestou o desejo de financiar a realização dos respectivos estudos técnicos.

Nas conversações de sábado, que marcaram o início da visita da Presidente Joyce Banda a Moçambique, as delegações dos dois assinaram dois memorandos de entendimento nos domínios político-diplomático e energético.  (macauhub)

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