Portos da Beira e Nacala, em Moçambique, necessitam de mais equipamento

2 July 2012

A falta de guindastes, tractores, reboques e outros materiais de operação portuária está a comprometer a produtividade e eficiência dos portos da Beira e Nacala, dispondo este último de equipamento que satisfaz menos de 35% das necessidades, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.

Citando um estudo efectuado este ano pela Agência Norte-Americana de Desenvolvimento Internacional (USAID), o jornal adianta que mesmo assim aqueles dois portos estão gradualmente a posicionar-se como portos regionais e a atrair cada vez mais tráfego proveniente da África Oriental e Ocidental.

Apresentado em sessões públicas nas duas cidades, o estudo refere que o aumento da procura pelo porto da Beira ficou a dever-se ao facto de o canal de acesso ter sido alvo de dragagem de emergência do canal de acesso, operação que ficou concluída em Julho de 2011.

Em resultado da dragagem o porto restabeleceu a sua profundidade original de 8,5 metros, o que permite a atracação de navios até 60 mil toneladas de capacidade.

Do ponto de vista de mercado, o estudo revela que os portos da Beira e de Nacala não oferecem grandes vantagens em termos de produtividade e eficiência comparativamente a outros portos da África Oriental e Austral, a exemplo de Durban, na África do Sul, considerado grande concorrente dos portos moçambicanos.

Por exemplo, conclui o estudo da USAID, os tempos de espera em ambos os portos são excessivamente elevados, chegando a atingir um máximo de 26 dias, contra apenas quatro do terminal de contentores do porto de Durban, e muito abaixo da referência internacional fixada em menos de sete dias.

Como recomendações, o estudo recomenda que se faça uma avaliação mais sucinta das causas do elevado tempo de espera que se regista nos portos da Beira e de Nacala e os seus efeitos sobre a rentabilidade económica, capacidade e operações portuárias. (macauhub)

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