Fábrica de anti-retrovirais de Moçambique começou a empacotar medicamentos produzidos no Brasil

22 July 2012

A futura fábrica de anti-retrovirais da Matola, arredores de Maputo, iniciou sábado as operações de embalagem, armazenamento, controlo de qualidade e distribuição de medicamentos, sobretudo a nevirapina, produzidos no Brasil, noticiou a imprensa moçambicana.

A montagem da fábrica contou com o envolvimento do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e laboratório oficial do Ministério da Saúde do Brasil, sendo parte de um programa de cooperação entre Moçambique e Brasil, que conheceu um novo dinamismo sobretudo a partir de 2003.

Os dois governos, moçambicano e brasileiro, estão actualmente a desenvolver esforços no sentido de que a fábrica comece a produzir em Moçambique medicamentos até finais do presente ano, altura em que será feita a inauguração do empreendimento.

O projecto de instalação da fábrica de anti-retrovirais em Maputo tem mais de quatro anos, mas só a 22 de Dezembro do ano passado Moçambique e Brasil assinaram o acordo para a sua construção no município de Matola, a primeira infra-estrutura do género a ser erguida em África.

Numa primeira etapa, a produção irá atender sobretudo à procura em Moçambique, que tem uma grande incidência do vírus (cerca de 2,5 milhões de pessoas, o equivalente a 11,5% da população), mas pouca capacidade de resposta de tratamento (os medicamentos anti-retrovirais só chegam a 260 mil seropositivos).

O investimento total na fábrica está estimado em 200 milhões de reais (99 milhões de dólares), divididos entre o governo brasileiro e empresas privadas, como a mineira Vale. (macauhub)

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