Produtora de biodiesel em Moçambique em risco de perder a licença de exploração

24 July 2012

A empresa Aviam, Lda., de capitais italo-moçambicanos, poderá perder a licença de exploração de 10 mil hectares de terreno para o plantio de pinhão-bravo no distrito de Nacala-a-Velha, província de Nampula, devido à incapacidade que está a demonstrar na execução do projecto, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Citando o administrador do distrito de Nacala-a-Velha Daniel Chapo, o jornal disse que a empresa não está a cumprir com o cronograma de execução do projecto, avaliado em 20 milhões de dólares, tanto nas componentes económicas como sociais.

“Quando um projecto é submetido ao Centro de Promoção de Investimentos e ao Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Especial tem de ser acompanhado por um plano que deve ser cumprido escrupulosamente e isso não está a acontecer com a Aviam, nomeadamente no que se refere aos prazos para a execução das diversas componentes”, salientou o administrador.

O empreendimento preconizava o plantio de dez mil hectares daquela planta, importação de maquinaria para a montagem da fábrica de produção do biodiesel além da componente social que, por seu turno, contemplava a construção de um centro de saúde, uma escola, uma cantina para os trabalhadores, um fontanário, entre outras infra-estruturas.

Até ao momento, a empresa apenas plantou cerca de 150 hectares, aparentemente para servir como viveiro de plantas.

Depois do abandono do projecto de instalação de uma refinaria de petróleo, a população de Nacala-a-Velha via no empreendimento da Aviam uma saída para o crónico problema da falta de emprego formal. (macauhub)

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