Introdução de tecnologias modernas nos portos de Moçambique constitui entrave ao contrabando

12 August 2012

A adopção de tecnologias modernas para o controlo eficiente das mercadorias que são importadas ou exportadas através do porto de Nacala, província de Nampula, constitui um entrave significativo às actividades de contrabando, de acordo com uma apreciação feita por membros do parlamento de Moçambique.

Os deputados da Comissão das Relações Internacionais da Assembleia da Republica trabalharam recentemente na província de Nampula, tendo efectuado uma visita ao porto de Nacala onde foram informados dos projectos de desenvolvimento da infra-estrutura ferro-portuária tendo em atenção o seu papel motor no quadro da Zona Económica Especial.

O chefe da referida comissão parlamentar, Carlos Silya, frisou que a instalação do sistema de inspecção não-intrusiva, vulgo “scanner”, está a trazer benefícios que se consubstanciam pelo aumento das receitas do Estado recolhidas pela Autoridade Tributária, entidade responsável pela colecta dos impostos e taxas correspondentes à transacção de mercadorias importadas e exportadas.

A comissão parlamentar foi informada dos projectos em carteira visando a expansão do porto de Nacala, tendo em conta as iniciativas do sector privado que explora o carvão mineral extraído em Moatize, em Tete, para o seu escoamento para diferentes mercados.

O sistema ferro-portuário de Nacala é co-gerido pela empresa estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, com 49%, e pelo Corredor de Desenvolvimento do Norte, consórcio de captais maioritariamente brasileiros, nomeadamente do grupo mineiro Vale, com 51%. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH