Caminho-de-ferro Tete/Nacala é a solução mais adequada para escoar carvão de Moçambique

30 August 2012

A linha de caminho-de-ferro Tete/Nacala, passando pelo Malawi, é a solução mais adequada para garantir o escoamento do carvão a extrair em Moatize, disse quinta-feira em Maputo Ricardo Saad, director da Vale Moçambique, subsidiária do grupo brasileiro Vale.

Saad disse ainda que aquela linha de caminho-de-ferro “é a única que dá viabilidade ao projecto e que permite expandir as actividades de extracção de carvão mineral em Moatize” que, a prazo, irão aumentar para 22 milhões de toneladas/ano.

A linha ferroviária Tete/Nacala, em que o grupo Vale vai investir 4,5 mil milhões de dólares, disporá de uma capacidade inicial para 30 milhões de toneladas/ano, superior à actual produção da empresa.

Dizendo que a empresa já exportou desde o início da operação, há cerca de um ano, perto de um milhão e meio de toneladas, valores que vão subir, uma vez que a Vale Moçambique dispõe actualmente de capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de carvão/ano, para dentro de oito anos estar a produzir 22 milhões de toneladas.

Referindo-se ainda à nova linha de caminho-de-ferro, Ricardo Saad afastou a hipótese de eventuais conflitos com outras empresas mineiras a operar na província de Tete, tendo referido que o governo de Moçambique vai criar uma estrutura estatal que vai gerir as infra-estruturas ferro-portuárias que irão ser construídas pela Vale.

A macauhub noticiou recentemente a futura entrada em funcionamento de quatro novas explorações mineiras em Tete, Jindal Resources (Mozambique), Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), Ncondezi Coal Company e a Minas do Revobué, que elevará para sete o número de empresas a explorar carvão naquela província. (macauhub)

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