Ministro reconhece persistirem em Moçambique entraves no acesso a serviços financeiros

12 September 2012

O ministro do Plano e Desenvolvimento de Moçambique, Aiuba Cuereneia, disse quarta-feira em Maputo persistirem no país problemas de acesso em condições favoráveis aos recursos financeiros a que é necessário adicionar a deficiente cobertura territorial das instituições financeiras.

Discursando na cerimónia de abertura do sexto seminário sobre finanças rurais em África, Cuereneia adiantou que a cobertura bancária atinge actualmente 58 distritos, de um universo de 128 distritos, onde foram implantados 117 balcões até Agosto do presente ano.

Moçambique, com uma população de 23 milhões de habitantes, de acordo com o censo de 2007 do Instituto Nacional de Estatística, possui 18 bancos comerciais, 8 micro-bancos, 7 cooperativas de crédito e conta com 470 agências, 208 das quais situam-se na cidade de Maputo.

Uma apresentação feita quarta-feira pelo Banco de Moçambique aponta que 78% da população moçambicana não tem acesso a nenhum tipo de serviço financeiro.

Informando que o trabalho realizado “é grande” mas que os desafios são ainda enormes, o titular da pasta do Plano e Desenvolvimento destacou as iniciativas desenvolvidas tendentes a levar os bancos para as zonas rurais.

Para o efeito, recordou a aprovação pelo governo em 2011 da “Estratégia de Finanças Rurais”, que visa a promoção e consolidação de um sistema financeiro nas zonas rurais, onde vive a maior parte da população.

Um dos maiores desafios do governo, de acordo com o governante moçambicano, de modo a cativar a banca a interessar-se pelas zonas rurais é a construção de infra-estruturas e o alargamento da rede eléctrica, entre outros factores.

A reunião de três dias que reúne delegados de 31 países tem como principais tópicos a inovação no financiamento rural, financiamento rural nos sistemas financeiros e cooperativas rurais. (macauhub)

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