Limitações logísticos forçam Vale Moçambique a reduzir extracção de carvão

25 October 2012

O grupo mineiro brasileiro Vale viu-se forçado a diminuir a produção da mina de carvão de Moatize, na província de Tete, Moçambique, no decurso do terceiro trimestre devido a limitações de carácter logístico, informou a publicação electrónica Mining Weekly.

O problema centra-se no facto de as obras na linha de caminho-de-ferro do Sena, que liga Moatize ao porto da Beira, na província de Sofala, não terem ainda terminado, nomeadamente no sistema de sinalização, o que permitiria a circulação das composições a uma velocidade mais elevada permitindo, assim, o transporte de maiores quantidades de carvão.

Em resultado destas limitações logísticas, a produção de carvão de coque no terceiro trimestre foi 14,3% menor do que a do segundo trimestre, tendo a produção de carvão térmico caído 6,4%.

Em termos quantitativos, a produção no terceiro trimestre ascendeu a 989 mil toneladas (624 mil toneladas de carvão de coque e 365 mil de carvão térmico) contra 1,11 milhões de toneladas no segundo trimestre (728 mil toneladas de carvão de coque e 390 mil toneladas de carvão térmico).

Desde o início do ano, a Vale Moçambique extraiu 2,8 milhões de toneladas de carvão, 1,85 milhões das quais de carvão de coque e 948 mil toneladas de carvão térmico.

A mina de Moatize representou 51,6% da produção global de carvão metalúrgico do grupo brasileiro no terceiro trimestre e 51,3% no decurso dos nove primeiros meses do ano. (macauhub)

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