Portugal regressa aos mercados de dívida e solicita prolongamento dos prazos de pagamento de empréstimos

22 January 2013

Portugal regressa hoje aos mercados de dívida de médio e longo prazos com uma colocação sindicada de dois mil milhões de euros em obrigações a cinco anos e uma taxa que deverá rondar 5%, noticiou a imprensa portuguesa.

A imprensa noticiou ainda que o sindicato bancário contratado pelo governo para a montagem desta operação inclui o Barclays Bank, Banco Espírito Santo, Deutsche Bank e Morgan Stanley.

O regresso de Portugal aos mercados ocorre após uma combinação de factores positivos tanto a nível interno como externo, tendo as taxas de juro da dívida portuguesa vindo a registar quedas acentuadas desde meados de 2012, devido às medidas tomadas pelo Banco Central Europeu.

A nível interno, os dados da execução orçamental que serão hoje divulgados deverão mostrar que Portugal conseguiu cumprir a meta do défice em 2012, o que foi utilizado como trunfo pelo ministro das Finanças Vítor Gaspar na reunião do Eurogrupo e para regressar aos mercados.

Na reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, Vítor Gaspar solicitou o prolongamento dos prazos de pagamento dos vários empréstimos em curso, para aliviar o país da sobrecarga de reembolsos que está prevista para o período de 2014 a 2016.

Portugal enfrenta “uma concentração de pagamentos muito considerável nos anos de 2014, 2015 e 2016”, pelo que “é importante” que as autoridades portuguesas possam contar com o apoio dos seus parceiros europeus “de forma a diluir e diferir esses compromissos ao longo do tempo”, declarou o ministro português das Finanças, Vítor Gaspar, em Bruxelas, Bélgica. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH