Cooperação económico-financeira entre Angola e a China com potencial de crescimento

27 January 2013

As relações entre Angola e a China têm potencial para crescer, tendo em conta que os dois países precisam um do outro, pois Angola precisa do saber chinês e a China do petróleo angolano, disse em Pequim um quadro da Agência Nacional Para o Investimento Privado (ANIP) de Angola.

Ao apresentar uma comunicação sobre investimento privado em Angola no decurso de uma conferência para comemorar o trigésimo aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, o jurista Flávio Inocêncio recordou que o apoio financeiro chinês a Angola, de 2002 a 2012, permitiu a rápida recuperação do país após a destruição das infra-estruturas devido à guerra civil.

Citado pelo Jornal de Angola, Flávio Inocêncio adiantou “pode-se mesmo dizer que a reconstrução de Angola que começou após o fim da guerra foi possível graças ao financiamento chinês” e acrescentou que “a cidade do Kilamba Kiaxi, em Luanda, construída e financiada pelos chineses, é um exemplo de um projecto de sucesso que o governo angolano espera repetir em diferentes províncias do país”.

Negociados directamente pelo governo angolano com o Fundo Internacional da China (CIF) e com o Banco de Exportações e Importações (ExIm) da China, os acordos alcançados permitiram a abertura de linhas de crédito de grande dimensão após o fim da guerra em 2002, colocando a China como uma das razões para a rápida recuperação de Angola após a destruição das infra-estruturas devido à guerra civil.

De Janeiro a Novembro de 2012, o comércio entre a China e Angola registou um aumento de 37,73% para 34,57 mil milhões de dólares, com vendas à China de 30,87 mil milhões de dólares, mais 36,73%, e compras de 3,70 mil milhões de dólares, mais 46,72% face a igual período de 2011. (macauhub)

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