Reconstrução da linha ferroviária do Sena, em Moçambique, com conclusão adiada para Março

27 January 2013

A conclusão dos trabalhos de reconstrução da linha de caminho-de-ferro do Sena, sobretudo nas zonas críticas do seu traçado de 575 quilómetros, foi adiada para Março próximo depois de ter estado prevista para Dezembro de 2012, disse o director da Brigada de Reconstrução da Linha de Sena.

Sancho Júnior disse ao jornal Notícias, de Maputo, que na base do atraso está a falta de pedra para balastro, uma vez que as pedreiras de Siluvo, em Sofala, e Moatize, na província de Tete, não conseguem fornecer a quantidade necessária de pedra para assentamento das chulipas ou travessas.

Estimadas em Abril passado em 64 mil metros cúbicos as necessidades de pedra para balastro, foram desde então apenas colocados 15 mil metros cúbicos em obras com um orçamento de 45 milhões de dólares que estão a ser executadas pelas construtoras portuguesas Mota-Engil e Edivisa (do grupo Visabeira).

As obras destinam-se a fazer com que a linha dê resposta ao intenso tráfego que actualmente se regista no transporte de passageiros e carga diversa, sobretudo do carvão mineral de Moatize até ao porto da Beira, que a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique viu-se obrigada a efectuar, depois de o anterior empreiteiro, o consórcio indiano Ricon ter sido afastado por decisão governamental.

Tais actividades consistem na conclusão de reconstrução do troço Beira/Dondo, ataque ou levantamento da via, substituição de carris e travessas e reforço do balastro entre Savane e Moatize, colocação e/ou aumento das linhas de cruzamento nas estações e apeadeiros de Póvoa, Dondo, Milha-8, Cundue e Murraça.

No final das obras, a capacidade da linha de Sena deverá passar dos actuais 2 milhões a 3 milhões de toneladas para 6,5 milhões. (macauhub)

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