Investimento privado da China em Angola maioritariamente na construção civil

29 January 2013

O investimento privado chinês em Angola entre 2002 e 2012 atingiu um pico em 2009, ano em que a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) provou 66 projectos avaliados em 16 373 milhões de kwanzas (170 milhões de dólares), na sua maior parte na construção civil, de acordo com uma apresentação recente em Pequim.

Incluídos numa comunicação elaborada pelo economista e pelo jurista da ANIP Lello Francisco e Flávio Inocêncio, respectivamente, apresentada numa conferência comemorativa do 30º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas, os dados indicam que nesse ano 56 dos projectos eram de construção civil, seis na indústria os restantes no comércio, agricultura e telecomunicações.

Em 2002, a ANIP aprovou apenas um projecto chinês orçado em 30 milhões de kwanzas na área da construção e 2010 foi o ano com o segundo maior investimento privado da China em Angola com 46 projectos no montante de 7000 milhões de kwanzas.

No ano seguinte as empresas chinesas apresentaram apenas dois projectos de investimento no montante de 999,5 milhões de kwanzas, em 2004 não houve qualquer investimento e em 2005 surgiram 12 projectos com um valor de 784 milhões de kwanzas.

Em 2006 houve lugar a 13 projectos com um orçamento de 910 milhões de kwanzas e os anos de 2007, 2008 e 2011 foram relativamente semelhantes com a apresentação de 25, 29 e 23 projectos, respectivamente.

No ano passado, a ANIP aprovou somente 16 projectos chineses ligados à construção (12), indústria (2), aos serviços (1) e às telecomunicações (1).

Ainda de acordo com os mesmos dados, no período de 2008 a 2012 o investimento directo estrangeiro em Angola foi dominado por Portugal com a apresentação de 739 projectos, a que se seguiram a China com 180, o Líbano com 99 e no último lugar a Alemanha com oito.

A ANIP é responsável pela execução da política angolana de investimento privado, sua promoção, coordenação, avaliação, autorização e fiscalização, tendo restrições nos regimes especiais, tais como petróleo e gás, minerais e sector bancário e financeiro, onde intervém apenas incidentalmente, para fins de controlo estatístico e emissão de um tipo diferente de Certificado de Registo do Investimento Privado. (macauhub)

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