Porto de Maputo, Moçambique, processou 15 milhões de toneladas de carga em 2012

29 January 2013

O porto de Maputo processou no ano passado 15 milhões de toneladas de carga diversa, mais três milhões de toneladas comparativamente a 2011, tendo proporcionado às empresas de Moçambique oportunidades de negócio no montante de 266 milhões de meticais, de acordo com uma fonte Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).

Citada pelo matutino Notícias, de Maputo, a fonte disse que aquele montante refere-se a negócios realizados apenas nos últimos quatro meses do ano, período em que a companhia gestora do Porto abriu um total de 12 concursos públicos no âmbito do seu plano estratégico de desenvolvimento.

Para este ano, está previsto o lançamento de mais 10 concursos, na sua maioria relacionados com a reparação e manutenção das infra-estruturas portuária, nomeadamente estradas, linhas férreas e cais, o que vai gerar oportunidades adicionais para pequenas e médias empresas nacionais.

Nos últimos oito a nove anos o porto de Maputo quase quadruplicou a quantidade de carga processada, tendo passado de quatro milhões de toneladas em 2003 para 15 milhões em 2012, estando previsto que dentro de cinco a seis anos esteja a processar 40 milhões de toneladas por ano.

Entretanto, a fim de prosseguir com o respectivo plano estratégico, a MPDC encomendou, em finais do ano passado, 12 guindastes para aumentar a capacidade de manuseamento de carga no porto.

O primeiro desses guindastes foi entregue em Dezembro passando, devendo os restantes 11 ser entregues até finais de Fevereiro próximo, pretendendo-se com o novo equipamento que haja uma redução do tempo de espera dos 600 camiões por dia que escoam carga bem como o aumento da produtividade dos navios que escalam o porto.

O porto de Maputo integra os terminais de contentores, gerido pela DP World, do Dubai, de viaturas e carvão, geridos pelo grupo sul-africano Grindrod, de açúcar, gerido pela Sociedade Terminal de Açúcar de Maputo (STAM), de citrinos, operado pela Fresh Produce Terminals (FPT), da África do Sul e os terminais de cereais, alumínio e combustíveis, todos na Matola, geridos pela empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique. (macauhub)

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