Investigadores de Moçambique procuram reduzir mortalidade das mudas de cajueiro

31 January 2013

Investigadores do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) estão à procura de mecanismos para reduzir a mortalidade das mudas de cajueiro após o transplante do viveiro para o terreno, disse Américo Uaciquete, coordenador do programa de pesquisa do caju.

De acordo com o diário Notícias, de Maputo, aquele investigador disse ainda que os estudos estão a revelar que a mortalidade das plantas será reduzida com um melhor acondicionamento no transporte e igualmente com o corte do ápice (parte superior da folhagem) três dias antes do transporte das mudas do viveiro para o local definitivo.

Para aquele investigador esta é uma das técnicas para salvar a planta, uma vez que com este procedimento ela torna-se mais robusta para aguentar com o “stress” causado pelo vento durante o transporte.

O transporte de mudas sem a observância das medidas anteriormente referidas desencadeia um processo nefasto para a planta, nomeadamente a evaporação por transpiração, deixando-a murcha.

Baseando-se nos resultados das pesquisas, Américo Uaciquete disse que a possibilidade de apegamento das mudas após o corte do ápice situa-se acima de 80%, enquanto para as mudas não-podadas a possibilidade de germinação é de 30%, sendo esta a razão do relativo atraso que se verifica na reposição do parque de cajueiros em Moçambique.

A realização do estudo enquadra-se no âmbito da execução do plano estratégico do sub-reitor do caju que preconiza a elevação dos volumes de produção da cultura para cerca de 200 mil toneladas de castanha até 2020 na base de novos plantios. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH