Produtora de energia eléctrica de Cabo Verde perde mensalmente 37% da produção

3 March 2013

Falhas técnicas e roubos são responsáveis por 37% da perda de produção de energia eléctrica em Cabo Verde, um valor mensal de 200 mil a 300 mil contos (1,8/2,7 milhões de euros), disse o presidente da empresa pública de produção e distribuição de água e energia eléctrica de Cabo Verde.

Alexandre Fontes, presidente da Electra, disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que as perdas técnicas representam 13% da produção total, os roubos (ligações ilegais) ascendem a 24%, situação que, disse, deverá ser invertida em breve, com nova legislação a apresentar em breve pelo governo, com alterações ao código penal.

As alterações foram prometidas sexta-feira pelo ministro do Turismo, Indústria e Energia cabo-verdiano, Humberto Brito, ao indicar que o Conselho de Ministros irá aprovar, em breve, nova legislação para criminalizar não só os roubos mas também os devedores com penas de prisão e multas.

Alexandre Fontes e Humberto Brito falavam à margem da inauguração, na sexta-feira, da Central Única do Palmarejo, na cidade da Praia, que permite aumentar em 22 megawatts (mw), de 25mw para 47mw, a potência instalada de produção de energia eléctrica, o suficiente para cobrir o consumo dos 256 mil habitantes da ilha de Santiago (56% do total do país) até 2018.

A nova central, que liga toda a ilha de Santiago, reforçando a produção e melhorando a distribuição, exigiu um investimento de 52 milhões de euros, valor co-financiado pelos bancos Africano de Desenvolvimento (BAD) e de Investimentos e de Desenvolvimento (BIDC) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e por Cabo Verde e pelo Japão. (macauhub)

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