Carvão extraído em Moçambique recomeçou a ser exportado

25 March 2013

Carvão mineral extraído na província de Tete, Moçambique, recomeçou esta semana a ser exportado através pelo porto da Beira após uma paralisação de três semanas devido ao encerramento da linha de caminho-de-ferro do Sena, de acordo com o matutino Notícias, de Maputo.

Dados fornecidos pela Cornelder de Moçambique, a empresa gestora do porto da Beira, indicam que três navios com arqueação bruta até 35 mil toneladas zarparam já nos últimos dias daquele complexo transportando carvão.

Félix Machado, chefe do Departamento de Marketing e Vendas da Cornelder de Moçambique, adiantou que com a reabertura da linha do Sena a 28 de Fevereiro passado estão a chegar ao terminal de carvão entre três e cinco comboios-tipo formados por duas locomotivas e 42 vagões transportando 2700 toneladas.

Chuvas intensas, que se fizeram sentir com particular intensidade a 9 de Fevereiro passado, destruíram três pequenas pontes e arrastaram o balastro numa extensão de 800 metros entre as estações ferroviárias de Sinjal e Doa, em Tete, deixando a linha sem suporte.

Com o encerramento da linha, os diversos intervenientes, desde as empresas mineiras até à sociedade gestora do porto, passando pela estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, começaram a registar prejuízos, tendo a Cornelder Moçambique, por exemplo, deixado de facturar 500 mil dólares por semana e a empresa mineira Vale Moçambique deixado de exportar 500 mil toneladas de carvão.

Entretanto, o grupo brasileiro Vale anunciou ter levantado a declaração de força maior declarada em 15 de Fevereiro devido à incapacidade de proceder ao escoamento do carvão extraído na província de Tete, de acordo com um comunicado divulgado segunda-feira.

Na semana passada a Vale assegurou que a paralisação de três semanas no escoamento de carvão para o porto da Beira não deverá alterar a meta de exportação para este ano de 4,9 milhões de toneladas. (macauhub)

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