Governo de Moçambique aprova plano para aumentar produção de castanha de caju

2 April 2013

A produção de castanha de caju em Moçambique deverá passar das actuais 112 mil toneladas para 182 mil toneladas em 10 anos com a aplicação de programas direccionados para a investigação, novos plantios e pulverizações, anunciou terça-feira em Maputo o vice-ministro da Agricultura.

No final da reunião do Conselho de Ministros em que foi aprovado o 2º Plano Director do Caju, para vigorar de 2013 a 2023, o vice-ministro António Limbau disse que o documento define estratégias e acções destinadas a assegurar o desenvolvimento do sector e o bem-estar da população que tem a sua actividade ligada ao sector do caju.

Citado pelo matutino Notícias, de Maputo, Limbau recordou que o primeiro plano director permitiu o desenvolvimento de quatro variedades para um aumento da produção, além de ter induzido o aumento do processamento interno da castanha, actualmente em 30 mil toneladas, o valor mais elevado dos países produtores em África.

O 2º Plano Director do Caju visa o aumento da produção de mudas dos actuais 2,7 milhões de plantas para 4,6 milhões nos próximos dez anos e passar de 4,8 milhões de cajueiros para cinco milhões de unidades pulverizadas para melhorar a produtividade, que se pretende aumente dos actuais 5 quilogramas para 12 quilogramas.

Pretende-se, igualmente, melhorar a qualidade da castanha, que é definida pelo preenchimento da castanha em si, da cor e tamanho, que são componentes importantes para o processamento interno como também para a exportação e aumentar a capacidade de processamento interno para 100 mil toneladas anuais.

Na década de 1970, Moçambique chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju, com uma produção de mais de 200 mil toneladas, que foi regredindo devido a diversos factores, um dos quais uma guerra civil que durou 16 anos. (macauhub)

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