Cabo Verde quer novos financiamentos do FMI

15 April 2013

A ministra das Finanças e do Planeamento de Cabo Verde vai aproveitar a deslocação a Washington, de 19 a 21 de Abril, para informar da necessidade que o arquipélago tem em aceder a novos financiamentos para manter o nível de desenvolvimento, de acordo com a imprensa cabo-verdiana.

Cristina Duarte, que irá participar na assembleia-geral do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, vai defender perante responsáveis destas instituições que a dívida do arquipélago é “sustentável” a fim de evitar que futuros financiamentos deixem de entrar em Cabo Verde.

O governo do arquipélago está preocupado com a falta de recursos para financiar um conjunto de projectos de infra-estruturas, que considera essenciais para que Cabo Verde possa dar um passo decisivo de modo a tornar irreversível o seu processo de desenvolvimento.

No entanto, o FMI já mostrou a sua oposição a um maior endividamento por parte do arquipélago, sobretudo para a construção de infra-estruturas que podem não ter um retorno no curto prazo.

A deslocação da ministra das Finanças ocorre na altura em que a agência de notação Fitch Ratings baixou a notação de risco da dívida de Cabo Verde de “BB-” para “B+” e alterou a previsão do país de “estável” para “negativo”.

Entretanto, o primeiro-ministro José Maria Neves manifestou-se em total desacordo com o Fundo Monetário Internacional, argumentando que a receita do FMI, que afirma que Cabo Verde já não tem margem de manobra para continuar a endividar-se, pode “bloquear” o desenvolvimento do arquipélago.

“Os empréstimos de Cabo Verde não são iguais ao do Chipre, da Grécia e de Portugal, uma vez que não se trata de dívida de curto prazo contraída nos mercados mas sim empréstimos bonificados com uma maturidade longa”, adiantou o primeiro-ministro. (macauhub)

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