Desenvolvimento económico de Moçambique depende do aproveitamento industrial dos recursos minerais

12 May 2013

O desenvolvimento sustentável de Moçambique será alcançado sobretudo com o aproveitamento industrial de recursos minerais e não somente através da exportação desses recursos, defendeu na passada semana no Chimoio o vice-ministro dos Recursos Minerais.

Na abertura do seminário de apresentação e debate da Política e Estratégia dos Recursos Minerais, o vice-ministro Abdul Razak adiantou que os recursos naturais, especialmente minerais, constituem o maior capital natural de que o país dispõe, cuja industrialização pode contribuir para a transformação económica e para o crescimento do Produto Interno Bruto.

Para Razak, o início da produção e exportação de carvão em grande escala em Moatize, província de Tete, a expansão em 50% da capacidade de produção de ilmenite no projecto de areias pesadas de Moma, em Nampula e a produção de tantalite em Marropino e Muiane, na Zambézia, são exemplos dos esforços conjugados do governo e sector privado na promoção da economia nacional.

Além disso, Razak salientou que a descoberta de grandes reservas de gás natural na bacia do Rovuma, totalizando mais de 150 biliões de pés cúbicos, a conclusão do projecto de expansão em Pande/Temane, a concretização de vários projectos de exploração de calcário e a sua utilização na indústria de cimento, são alguns dos esforços que têm vindo a ser desencadeados em prol da utilização sustentável e racional dos recursos minerais.

O vice-ministro disse ainda ser necessário aprofundar o conhecimento geológico-mineiro dos recursos minerais existentes no solo e subsolo, nas águas interiores, no mar territorial, na plataforma continental e na zona económica exclusiva, onde, de acordo com o Direito Internacional, o Estado tem direitos de soberania e jurisdição. (macauhub)

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