Governo de Moçambique pode vir a aumentar intervenção nas empresas participadas pelo Estado

27 May 2013

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe) de Moçambique poderá vir a aumentar a sua participação em algumas empresas de que é accionista mas que se encontram com um endividamento elevado, disse o presidente da instituição Apolinário Panguene.

Em declarações ao diário Notícias, de Maputo, Panguene adiantou tratar-se de uma medida visando reduzir o impacto negativo que o serviço da dívida contraída junto da banca comercial pelas empresas participadas pelo Estado tem nos respectivos resultados financeiros.

Algumas empresas participadas pelo Estado, casos da Petróleos de Moçambique (Petromoc), Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), Mozal e a Companhia Moçambicana do Gasoduto (CMG), contraíram empréstimos de longo prazo junto da banca, situação que está a condicionar a distribuição de dividendos entre os accionistas.

Apolinário Panguene incluiu naquele grupo a operadora de telefonia móvel Moçambique Celular (mCel) e as Linhas Áreas de Moçambique (LAM), empresas que, apesar de apresentarem resultados operacionais positivos, acabam por reportar prejuízos devido ao serviço da dívida.

“O que estamos a fazer é reflectir sobre alternativas de financiamento para as empresas participadas pelo Estado, não deixando que esse financiamento se faça apenas através dos bancos, podendo ter lugar através de uma maior participação do Estado no capital social ou de suprimentos que o Estado faça”, disse a concluir o presidente do Igepe. (macauhub)

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