Fuga de capitais em Angola atingiu 18 milhões de dólares em 2011

18 June 2013

A saída anormal ou fuga de capitais de Angola em 2011 atingiu 1750 milhões de kwanzas (18,1 milhões de dólares), afirmou o director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, João Boa Francisco Quipipa.

No decurso de uma conferência sobre fuga de capitais e a política de desenvolvimento, promovida pela organização Ajuda da Igreja Norueguesa, em parceria com o Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, Quipipa disse ainda que tem-se registado uma tendência decrescente para a fuga de capitais quando analisados os números relativos a 2007 e 2011.

Essa tendência decrescente na fuga de capitais que se tem estado a observar, de acordo com João Boa Quipipa, traduz também o resultado da adopção pelo governo de instrumentos para responder ao fenómeno da fuga de capitais que, de certa forma, pode estar associado ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

De acordo com a agência noticiosa angolana Angop, aquele responsável recordou o conjunto de diplomas legais aprovados, como a Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, a lei que estabelece a organização e o funcionamento da Unidade de Informação Financeira e a lei que ratifica a Convenção da ONU contra a Criminalidade Organizada Transnacional (Convenção de Viena).

Além dessas acções, referiu, existem outros mecanismos introduzidos pelo Banco Nacional de Angola, que visam regulamentar a saída de capitais do país por parte dos residentes cambiais e não-cambiais, assim como um maior controlo das fronteiras nacionais por parte da Policia Nacional e dos Serviços Aduaneiros.

A fuga de capitais é definida como a saída líquida de valores, não registados, anormal ou ilegal, partindo de economias em desenvolvimento com escassez de capital obedecendo a interesses especulativos. (macauhub)

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